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Codinome 'lobo cinzento' pode ser referência a abusador em comunicação entre desconhecido e menina por walkie-talkie, diz MP

Mãe diz que homem tentou se comunicar com filha de 4 anos através de radinho de brinquedo Uma menina de 4 anos ouviu a voz de um homem desconhecido por meio de um rádio de brinquedo em Porto Alegre (RS). O caso gerou preocupação na família após o indivíduo se identificar no aparelho como "Lobo Cinzento". De acordo com o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o uso de um codinome envolvendo um lobo pode ser uma referência


Mãe diz que homem tentou se comunicar com filha de 4 anos através de radinho de brinquedo Uma menina de 4 anos ouviu a voz de um homem desconhecido por meio de um rádio de brinquedo em Porto Alegre (RS). O caso gerou preocupação na família após o indivíduo se identificar no aparelho como "Lobo Cinzento". De acordo com o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o uso de um codinome envolvendo um lobo pode ser uma referência a um abusador. Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A mãe da criança relatou que o walkie-talkie já havia captado vozes anteriormente, mas nunca de forma tão clara. O rádio tem alcance de cerca de 500 metros, segundo o manual de instruções. A minha filha começou a chorar, a perguntar se o lobo ia pegar ela. A guria não vai nem ao banheiro sozinha mais agora porque está traumatizada. Após o episódio, ela retirou as pilhas do rádio, guardou o brinquedo e registrou uma ocorrência online na Polícia Civil. A empresária, que não será identificada para manter preservada a identidade da criança, também gravou a situação e publicou os vídeos nas redes sociais para alertar outras famílias. (Veja acima) Levantei, peguei o radinho e fiquei escutando. Ele falou assim: tu sabe com quem tá falando? Aí apareceu a voz de uma criança falando papai. Aí ele fala: não, você está falando com o lobo cinzento, relata a mulher. A Polícia Civil informou que este é o primeiro caso registrado em Porto Alegre envolvendo um rádio de brinquedo. A instituição trata a situação como um fato isolado e afirma que não há motivo para pânico, mas reforça a importância da supervisão dos pais sobre os aparelhos usados pelas crianças. O que me deixou mais assustada, além da frase usada, é pela quilometragem, de ser muito pouca, de ser provavelmente alguém do prédio, ou do condomínio, ou da redondeza. É bem assustador. Fiquei bem apavorada. Ainda estou, na verdade, afirma a mãe. O walkie-talkie agora será recolhido pela Polícia Civil e deve passar por perícia. A medida será tomada depois que a ocorrência chegar à Divisão da Criança e Adolescente, responsável pela apuração do caso. Segundo o diretor da divisão, delegado André Mociaro, o registro ainda está sendo encaminhado pelo distrito policial à delegacia especializada. A mãe da criança também será chamada para prestar depoimento. O homem que teria se comunicado pelo aparelho não foi identificado. Uma questão levantada pela mãe da menina é a possibilidade de o walkie-talkie captar o som ambiente da casa mesmo estando desligado, sem ninguém estar pressionando o botão de falar. Eu estava perguntando há pouco se a minha filha queria comer massinha, e ele perguntou alguma coisa de massinha. Parecia que ele estava escutando tudo que estava acontecendo aqui dentro, relata. O caso aconteceu na quinta-feira (15) à noite. A mãe da menina fez um boletim de ocorrência ao meio-dia de sexta-feira (16). O brinquedo é o Walkie Talkie Guerreiras do K-Pop, comercializado pela Candide Brinquedos. Contatada, a empresa não enviou posicionamento até a publicação desta reportagem. A reportagem também questionou à Candide Brinquedos se é possível que o aparelho possa transmitir sons mesmo sem o botão de falar estar pressionado e aguarda resposta. O espaço segue aberto para manifestações. Walkie Talkie Guerreiras do K-Pop, comercializado pela Candide Brinquedos Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Fonte: g1.globo.com

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